Charles Pierre Baudelaire (1821-1867),
poeta francês precursor do Simbolismo, autor de Les Fleurs du Mal,
1857 (As Flores do Mal). Com versos rigorosamente metrificado e
rimados, que prefiguram o Parnasianismo, Baudelaire trata de temas e
assuntos que vão do sublime ao escabroso, investindo liricamente
contra as convenções morais que permeavam a sociedade francesa dos
meados do século XIX.
Destacou-se também como crítico de arte, com L'Art Romantique, 1860
(A Arte Romântica), e com as traduções do contista norte-americano
Edgar Allan Poe. Entre os ensaios, destacam-se Les Paradis
Artificiels,1860 (Os Paraísos Artificiais), sobre a ingestão de
drogas e seus efeitos estéticos. A vida de Baudelaire ficou marcada
pelos desentendimento como o padrasto, que chegou a enviá-lo à Índia
e a submetê-lo a conselho judiciário, visando a recuperá-lo da vida
boêmia que levava em Paris.
Diversos poemas de As Flores do Mal foram cortados do livro como
imorais, por decisão legal, num processo que só foi anulado em 1949.
Na poesia de Baudelaire já se encontram traços que serão dominantes
no Modernismo do século XX.