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Olhos semicerrados,
Olhei para ti minha concubina
vermelha, ofegante sobre mim.
Com olhos semicerrados
meu sangue, minha vida
despejo na tua ocre taça
esplêndida.
Luxúria ou força?
Sou teu lado animal,
sou tua carne espiritual.
Sou o sacrificado imortal
da tua sede sem igual.
Todos os prazeres animais
são carícias a ti, que se
enverga
em êxtase e extática suspira.
Mas quem se entrega sou eu!
(e quem expira sou eu...)
Na tua sagrada taça abominável
nem uma gota só deixas escapar
e eu morro de deleite e me
deleito
na minha morte, no teu leito.
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