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The Raven
Once
upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary, Ah,
distinctly I remember, it was in the bleak December, Nameless
here forevermore. And
the silken sad uncertain rustling of each purple curtain This
it is, and nothing more." Presently
my soul grew stronger; hesitating then no longer, Darkness
there, and nothing more. Deep
into the darkness peering, long I stood there, wondering, fearing "Lenore!"
Merely this, and nothing more. Back
into the chamber turning, all my soul within me burning, "
'Tis the wind, and nothing more." Open
here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter, Perched,
and sat, and nothing more. Then
this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling, Quoth
the raven, "Nevermore." Much
I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly, With
such name as "Nevermore." But
the raven, sitting lonely on that placid bust, spoke only Then
the bird said,"Nevermore." Startled
at the stillness broken by reply so aptly spoken, Of
"Never---nevermore." But
the raven still beguiling all my fancy into smiling, Meant
in croaking, "Nevermore." Thus
I sat engaged in guessing, but no syllable expressing She
shall press, ah, nevermore! Then,
methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer Quoth
the raven, "Nevermore!" "Prophet!"
said I, "thing of evil!--prophet still, if bird or devil! Quoth
the raven, "Nevermore." "Prophet!"
said I, "thing of evil--prophet still, if bird or devil! Quoth
the raven, "Nevermore." "Be
that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked,
upstarting-- Quoth
the raven, "Nevermore." And
the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting Shall be lifted--- nevermore!
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Edgard Allan Poe (1809-1849) Edgar
Allan Poe, filho da atriz Eliza Poe e do ator David Poe Jr., nascido em
19 de Janeiro de 1809, foi conhecido sobretudo pelos seus poemas e
contos e pelas suas críticas literárias. É-lhe geralmente atribuída
a invenção do romance policial, e os seus thrillers influenciaram
muitos escritores em todo o mundo. Edgar
e os irmãos ficaram órfãos antes de Edgar fazer os três anos e ele
foi levado para casa de John e Fanny Allan, em Richmond, Va. Os Allan
viveram cinco anos em Inglaterra (1815-1820) onde Edgar também
freqüentou a escola. Em 1826 entrou para a Universidade de Virginia.
Embora bom aluno, viu-se forçado a entregar-se ao jogo, porque a ajuda
de John Allan não era suficiente. Allan recusou-se a pagar as dívidas
de Edgar e este teve de deixar a universidade no fim do primeiro ano. Em
1827 Edgar publicou anonimamente o seu primeiro livro, Tamerlane and
other Poems, com a assinatura The Bostonian. Os poemas
tinham uma forte influência de Byron e revelavam uma postura
incipiente. Mais
tarde, em 1827, Edgar alistou-se no exército sob o nome de Edgar A.
Perry, e aí as suas desavenças com John Allan continuaram. Edgar
saiu-se bem no exército, mas em 1929 saiu e resolveu concorrer a cadete
em West Point. Mais
tarde Poe mudou-se para Baltimore para viver com a sua tia, Maria Clemm,
e a sua prima direita, Virginia. Em 1832 obteve um prêmio de 50
dólares pelo seu conto MS. Found in a Bottle no Saturday
Visitor de Baltimore. Em 1835 Poe trouxe a tia e a prima para Richmond
onde trabalhou com Thomas Willis White no Southern Literary Messenger. E
casou com a sua prima Virginia que tinha apenas treze anos de idade. A
maior parte dos trabalhos de Edgar no Messenger eram de
natureza crítica, mas também publicou algumas obras literárias, como
por exemplo, Berenice. Os seus trabalhos fizeram aumentar as tiragens da
revista. Mas a sua tendência para a bebida obrigou por fim White a
dispensá-lo. Edgar
mudou-se para Nova Iorque e Filadélfia tentando criar nome no
jornalismo literário mas sem qualquer sucesso. As suas teorias sobre
poemas musicais e curtas narrativas em prosa que pretendiam obter
"um certo efeito singular ou raro" podem ser vistas em Ligeia
(1838) e em The
Fall of the House of Usher (1839), que viria a tornar-se por fim um
dos seus contos mais famosos. The
Murders in the Rue Morgue (1841) é por vezes considerado o
primeiro conto policial. Exemplos deste seu uso de uma linguagem
rítmica e fluida são os poemas The Raven (1845) e The Bells
(1849).
The Raven foi um símbolo da "mournful and never ending
remembrance" que é não só uma boa descrição do The Raven mas
também podia ser aplicada a toda a sua obra. O
resto da sua vida [depois de 1836] foi uma história de trabalho
literário remunerado e de um declínio desastroso da sua saúde, até
que em 1849 o encontraram em delírio, numa valeta, em Baltimore, tendo
morrido poucos dias depois. Durante
estes anos [1836-1849], contudo, [Poe] publicou a sua mais extensa obra
de ficção The Narrative of Arthur Cordon Pym (1838), duas
colecções de contos (Tales of the Grotesque and Arabesque,
1840, e Tales, 1845), enquanto em 1845, com o seu poema The Raven obtinha
finalmente aceitação como poeta. Um poema metafísico em prosa, Eureka,
saíu em 1848. Poe era um crítico literário de porte e contundente, e
as suas obras teóricas (The Philosophy of Composition, 1846, e The Poetic Principle,
1849) revelavam as suas opiniões excêntricas, mas nem por isso menos
valiosas, acerca da arte poética. A poesia de Poe, com toda a sua música ressonante (e às vezes por causa dela) era freqüentemente muito má, e foi justamente estigmatizada como vulgar. Como crítico, ele tinha ideias e padrões de qualidade, e a sua abordagem profissional da literatura era uma coisa nova e necessária na América do seu tempo. Mas Poe é mais conhecido pelos seus contos - The Pit and the Pendulum (O Poço e o Pêndulo), The Fall of the House of Usher (A Queda da Casa de Usher), The Cold Bug, The Murders in the Rue Morgue e muitos outros. Neles vamos encontrar muito do horror tão querido do gosto "gótico", que era um dos espectáculos paralelos mais bizarros da feira Romântica, mas Poe misturou o horror com uma extraordinária lógica e inteligência, e com uma introspecção arrepiante. Escreveu algumas das primeiras histórias policiais; na mistura do horrível com um raciocínio dedutivo claro, eram produtos típicos do seu espírito, e o seu detective August Dupin foi o progenitor de uma família verdadeiramente enorme. Para
os seus leitores de língua inglesa, Poe é ainda quase um enigma. Como
é que se explica a quase adoração de Poe por parte de tão grandes
poetas franceses como Charles Baudelaire,
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